céu da boca de luas variantes e estrelas cadentes quentes mãos entrelaçadas na fina calçada fria no fio do cabelo macio embaraçado nos dedos estralados
guarda um pedaço do agora pra o depois continuar sendo
Uma poesia ártica, claro, é isso que eu desejo. Uma prática pálida, três versos de gelo. Uma frase-superfície onde vida-frase alguma não seja mais possível. Frase, não, Nenhuma. Uma lira nula, reduzida ao puro mínimo, um piscar do espírito, a única coisa única. Mas falo. E, ao falar, provoco nuvens de equívocos (ou enxame de monólogos?) Sim, inverno, estamos vivos.
3 comentários:
Daniella, das poesias com cara de sonho.
Acho que o baú onde guardo o agora está furado. rs
eu queria guardar vários agoras pro depois continuar sendo.
é foda.
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